Urolitíase em cães: como prevenir e tratar

A Urolitíase em cães, também conhecida como litíase urinária, é uma enfermidade de formação de cálculos no aparelho urinário com altos índices de recorrência. Esses cálculos são chamados de urólitos e popularmente conhecido como pedras. Geralmente resulta de diversos fatores como baixa ingestão de líquidos, ph da urina, raça, tipos de nutrição, infecções do trato urinário, idade e fatores hereditários.

Os urólitos são um agregado de pequenos cristais, formados quando a urina fica supersaturada e a sua composição pode variar de acordo com as características da urina. Geralmente são formados por estruvita ou oxalato de cálcio, mas outros minerais como urato, fosfato de cálcio, cistina e sílica, também podem se precipitar formando cálculos.

Nos cães os urólitos são mais comuns na bexiga e uretra e geralmente surgem quando estão entre 1 e 6 anos de idade.

Os Dálmatas estão no topo das raças mais acometidas porque têm predisposição genética a determinados cálculos. Também estão entre os mais apresentam a enfermidade: Chihuahua, Yorkshire, Caniche, Teckel, Shih Tzu, Schnauzer Miniatura, Lhasa Apso e Bichon Frisé.

Os animais menores, com menos de 10 quilos, costumam fazer menos xixi e a reter a urina por mais tempo, por isso são os mais propensos à formação de cálculos urinários.

O diagnóstico da presença da urolitíase pode ser realizado de diversa formas como palpação direta e indireta, exame de urina (urinálise) ou com base nos sinais clínicos associados a exames de imagem como a ultrassonografia e radiografia.

Os sintomas vão depender da localização, quantidade e do tipo dos urólitos. Mas a urolitíase pode causar hematúria (presença de sangue na urina), polaciúria (aumento da frequência urinária), disúria (dificuldade de urinar acompanhada de dor), estrangúria (eliminação lenta e dolorosa da urina), lambedura frequente da genitália, vômito, dor na região renal, obstrução do fluxo urinário, anorexia, letargia (sonolência, indiferença ou inatividade), entre outros.

Assim, os donos precisam observar se os cães estão fazendo xixi, qual o aspecto, se ele está sentido dor ao urinar ou expelindo gotinhas de urina, No entanto, na maioria dos casos os animais não apresentam sintomas.

As melhores formas de prevenção são: deixar água à vontade pros cães, estimular o animal a fazer xixi e adotar uma dieta balanceada. O ideal é não oferecer comida humana para os cachorros e quando perceber alguma anormalidade em relação ao xixi, levar em um veterinário para realizar exames adequados.

Medidas como oferecer água e controlar a alimentação também podem funcionar no tratamento da urolitíase, dependendo do grau da enfermidade. Por exemplo, quando os urólitos uretrais tem diâmetro compatível com a uretra, geralmente podem ser removidos do sistema urinário pela micção.

Após analisar cada caso, cabe ao médico veterinário escolher o método mais adequado de tratamento da urolitíase. No entanto, os tratamentos menos invasivos são os mais indicados, pois são menos traumáticos e apresentam mais benefícios para os animais.

Para escolher bem a terapia mais adequada  e aumentar a eficiência do tratamento,  é fundamental o médico conhecer a composição dos urólitos. Desta forma, ainda é possível reduzir a ocorrência de recidivas.

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Para atuar da melhor forma em casos de urolitíase, além do conhecimento, também é muito importante ter o equipamento adequado. Veja algumas opções: Ultrassom Veterinário.